Dia desses, ao ministrar uma palestra para um grupo de adolescentes, fui questionado sobre lendas e, claro, o tema dos vampiros acabou dominando parte da conversa, por conta do sucesso da saga Crepúsculo. A história dos vampiros e dos lobos tem encantado os jovens e todos querem saber se eles existem ou não, como se comportam e se são como os retratados nos livros e no cinema. E perguntam isso com a certeza de que realmente os vampiros e lobos de Crepúsculo existem e convivem conosco.
Sem entrar no mérito da existência dos vampiros e de outros seres (pelo menos por enquanto), prefiro nestas poucas linhas discorrer sobre um dos aspectos de Crepúsculo que pelo menos para mim tem uma força incrível. É a união. Por mais difícil que tenha sido no início a aceitação de uma “mortal” por uma família de vampiros só porque o primogênito estava enamorado de uma, o processo foi tranquilo. E aqui cabe um parênteses ao falar de primogênito, já que o já famoso Edward Cullen não foi o primeiro filho de um casal a nascer. Até porque só tinha pai (quem o transformou) e não nasceu, morreu... Mas voltando à questão da união, ainda no primeiro livro a “família” do mocinho se une para proteger Bella de vampiros do mal. Mesmo uma vampira mais azedinha teve de baixar a cabeça e contribuir a contragosto na proteção.
Mas por que se uniram? Alguns talvez dirão que fizerem isso por serem diferentes. Mas não... Eles fizeram isso por amor, já que aceitaram o amor de Edward por uma “diferente”. Esse amor incondicional entre eles salvou o casal e mesmo a cena de Alice inebriada pelo cheiro do sangue de Bella mostra que ela foi mais forte do que qualquer vontade. Por amor ao irmão e à família.
Quem leu ou assistiu aos episódios seguintes sabe que mais vampiros se uniram para continuar protegendo Bella e Edward. E até os “diferentes” e inimigos seculares dos vampiros se uniram com o mesmo objetivo. Até então, os “índios-lobos” da reserva Quileute tinham os vampiros atravessados na garganta e um deles, por amor à mesma Bella, ainda mais. Só que o amor do jovem Jacob por ela fez com que seus “caopanheiros” entrassem na briga ao lado dos inimigos para proteger a donzela, o vampiro e os familiares de sugadores de sangue inimigos. Quer mais amor do que isso?
Por isso, viva o amor em sua plenitude. Ame todos à sua volta, como se fossem iguais a você e que cada um dependesse de sua ajuda para viver e para amar. Aceite cada um à sua volta, com suas fraquezas e diferenças. Somente assim poderemos andar de cabeça erguida e com a certeza de que aceitando os outros, seremos aceitos.
Que tal tentar?
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